O Rei Nú e Nossa Vaidade: Um Conto de Han Christian Andersen

O Rei Nú e Nossa Vaidade: Um Conto de Han Christian Andersen

O Rei Nú e Nossa Vaidade: Um Conto de Han Christian Andersen

Saudações,
Existe um conto que li na infância e creio ser fundamental ser lido principalmente a partir da tenra idade, chamado A Roupa Nova do Imperador, do necessário Han Christian Andersen.
O conto trata da vaidade humana e como por vaidade, por vezes acabamos bancando os tolos.

Na história, um alfaiate espertalhão ofereceu a um rei, uma roupa belíssima que era tecida por fios especiais que só podiam ser vistos pelos olhos de pessoas inteligentes. Vendia o alfaiate a roupa caríssima quando na verdade não existia roupa nenhuma, ou seja, o alfaiate fingindo vestir uma roupa no rei, recebeu seu dinheiro e o rei por sua vez, fingiu ver a roupa pois afinal, a roupa só podia ser vista por pessoas inteligentes, e um rei não poderia fazer passar por tolo. 

A cena grotesca fica por conta do desfile do rei com a sua roupa nova pelas ruas do reino, quando na verdade, andava ele nu mas orgulhoso e todos pelas ruas, embora não vissem a roupa, elogiavam; pois também não queriam passar por tolos. 

Ou seja, todos fingindo ver o que não existia por pura vaidade. Daí que vem uma criança, ou seja, um ser ingênuo que ainda não foi tomado pela vaidade dos adultos e grita que o rei estava nu! 

Daí todos percebem o golpe.

O conto mostra bem como por vaidade, por narcisismo, nos enganamos, não querendo mostrar o que realmente somos, pessoas com qualidades mas também com defeitos, pessoas com muito conhecimento mas também com muito a conhecer, pessoas que acertam mas que também erram, pessoas com seus momentos de força mas também de fraqueza.

O vaidoso, o narcisista, só enxerga a si mesmo e com isto, perde a oportunidade de perceber e aprender com os outros. Só ama e se preocupa consigo mesmo, perdendo uma boa oportunidade de aproveitar o gratificante prazer da troca com o outro. Narciso acha feio o que não é espelho, já diz Caetano Veloso na sua histórica canção, Sampa. Tolo Narciso. No mito grego, apaixonado por sua própria face refletida na água, mergulhou em direção a ela se afogando. Quantos hoje também mergulham no seu delírio de grandeza e acabam se afogando na própria ilusão e bancando os tolos como o rei e os súditos do conto de Andersen. 

Só para registro e reflexão.

Fecha o pano.

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